Plano de aula"Ano: 3º ano do Ensino Fundamental
Aula: 5 aulas
Conteúdo: Inclusão, Diversidade e Identidade na Sala de aula
Objetivos· levar as crianças a compreender que seus colegas de classe, com ou sem deficiência, tem habilidades e dificuldades;
·
desfazer preconceitos em relação às crianças com Síndrome de
Down, mostrando que elas fazem atividades semelhantes às outras crianças
no seu dia-a-dia e vivenciam as mesmas situações cotidianas que as
demais;
· conhecer mais os colegas de classe para aprender a
ser e a conviver de forma inclusiva, reconhecendo que cada pessoa tem
sua própria identidade, o que não significa ser “nem pior, nem melhor”.
Materiais:
livro “Meu amigo Down na escola”, sulfite, lápis colorido, giz de cera,
canetinha, fotos dos alunos, computador com scanner e impressora,
cartolinas ou papel pardo, nome completo e data de nascimento dos
alunos, cola, tesoura sem ponta, lápis etc.
MetodologiaEsta
aula deve ser realizada no começo do ano letivo, quando a turma está
ansiosa para se conhecer e torna-se necessário levar os alunos a
refletir sobre a temática da inclusão e diversidade na escola ou na
própria sala de aula. O primeiro passo é apresentar o livro “Meu amigo
Down na escola”, de Claudia Werneck e lê-lo para as crianças numa roda
de conversa. Com certeza, surgirão muitas perguntas sobre o que é
Síndrome de Down, cabendo ao professor mediar as discussões e mostrar
que, como na história, crianças com essa síndrome tem um modo de vida
semelhante às demais, muitas vezes tendo os mesmos gostos, interesses e
dificuldades que seus colegas. No decorrer da história, as crianças vão
percebendo que cada pessoa também apresenta uma singularidade que a
torna um ser diferente dos demais, com uma identidade própria e vão
desfazendo preconceitos, ao aprender a interagir e a valorizar as
diferenças, sem estereótipos.
Em seguida, o professor pode sortear
duplas e pedir que as crianças sorteadas entrevistem uma a outra para se
conhecerem melhor. Com isso, o professor já trabalha o gênero
entrevista e faz uma sondagem sobre a escrita dos alunos. As crianças
podem ser orientadas a escrever um roteiro, perguntando para seu par o
nome completo, a idade, o que o colega mais gosta de fazer, o que
detesta, se tem irmãos, como é sua vida, qual sua maior habilidade,
dificuldade, atividades favoritas etc. Crianças com deficiência
intelectual ou Síndrome de Down poderão contar com a ajuda do colega na
hora do registro escrito das respostas, já que estarão em duplas. Feita a
entrevista, todas devem elaborar uma ilustração sobre as habilidades do
colega entrevistado ou sobre o que este mais gosta de fazer, de acordo
com as respostas obtidas. Concluída essa etapa, cada aluno deve
apresentar o que “descobriu” do colega para a classe e mostrar o desenho
que o representa. Isso promove o desenvolvimento da oralidade.
Posteriormente,
o professor solicita aos alunos que tragam uma foto sua para a sala, a
fim de montar o painel da turma, com o nome completo de cada um, sua
foto, data de nascimento e o desenho feito pelo colega, que revela
personalidade das crianças e a diversidade existente entre elas. Esse
painel deve ser confeccionado com a ajuda de todos e torna-se um meio
para que alunos com deficiência intelectual se apropriem da escrita de
seu nome e associem mais rapidamente, no caso dos colegas de classe, o
nome à pessoa, além de se propiciar que a turma comece a se conhecer
melhor, percebendo que as crianças, com ou sem deficiência, tem gostos,
interesses e modos de vida parecidos.
Para tornar a atividade ainda
mais interessante, o professor pode elaborar um jogo da memória, que
ajuda no desenvolvimento cognitivo de crianças com ou sem deficiência
intelectual, em que os pares serão formados pela foto da criança e o
desenho feito pelo amigo, após escaneado no computador e impresso. Por
isso, todos precisam prestar atenção no momento da exposição dos
trabalhos, para saber qual desenho identifica quem. Assim, logos todos
poderão se tornar amigos, vivenciando uma educação inclusiva, que
reconhece as habilidades de cada um e cria vínculos afetivos. Se o jogo
da memória for feito, o painel poderá ser confeccionado depois, pois
senão o jogo ficará muito fácil, haja vista que, desse modo, os alunos
não terão que se engajar numa atividade de lembrança voluntária. O
painel deverá ser permanente na sala para recados, trabalhos dos alunos,
aniversário etc.
AvaliaçãoEsta se dará
ao longo das atividades, assumindo um caráter contínuo, diagnóstico e
formativo nos momentos da elaboração e registro da entrevista, da
apresentação oral das crianças, dos desenhos e mesmo do jogo da memória.
Com essas aulas, o professor começa a conhecer sua turma e delinear
suas intervenções futuras, fomentando atitudes inclusivas na sala.
ReferênciaWERNECK, Claudia. Meu amigo Down na escola. 6.ed. Rio de Janeiro, WVA, 2004. (Meu amigo Down, 3)."
Fonte Disponível em <
http://ideiasepesquisas.blogspot.com.br-inclusao.> Acesso em 06/09/2014.