sábado, 6 de setembro de 2014

Inclusão de crianças com deficiência na Educação Infantil

A inclusão de crianças com deficiência na Educação Infantil é um dos temas que preocupam o professor desta faixa etária. Para minimizar nossas aflições, vale a pena ler a matéria da Revista Criança.

A inclusão de crianças  com deficiência cresce e muda a prática das creches e pré-escolas (Rita de Biaggio | São Paulo/SP)

"O aumento do número de crianças deficientes na educação infantil faz parte no movimento mundial pela inclusão. Mas se a política de inclusão educacional traz benefícios para todos, também lança novos desafios para instituições, professores e sociedade".
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Educinf/revista44.pdf

A importância do Projeto Griot...

Projeto Griot resgata importância do negro na sociedade brasileira

Quem chega à biblioteca do Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho [IEPIC], em Niterói (RJ), encontra uma cena incomum: alunos estudando sobre o resgate da contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinente à história do Brasil. A atividade é fruto da persistência de Perses Maria Canellas da Cunha, fundadora do Espaço de Leitura Griot: ouvindo, contando e recontando histórias. O projeto é baseado na oralidade e na contação de histórias africanas para tratar de temas como racismo, mitologia africana, religiosidade, diáspora, África antes da colonização, personalidades negras na história, quilombos.

Graduada em Geografia, pós-graduada em Raça, Etnia e Eduacação no Brasil e mestre em Educação e Questões Raciais, títulos conferidos pela Universidade Federal Fluminense [UFF], Perses conversou com a Rets sobre esse projeto, que teve início em 2004 com uma enorme faxina para reativar a biblioteca da escola, fechada há três anos. O local foi todo modificado para abrigar o Espaço Griot que, em francês, significa contador de histórias. Na África, são chamados de Dieles - sangue, força vital. E parece que o resultado das atividades realizadas ali é uma mistura desses significados: alunos que debatem sobre seu cotidiano, conhecem um pouco mais sobre nossas origens africanas, aprendem a contar sua história de vida e a resgatar sua autoestima, ou seja, estudantes que se tornam sujeitos de sua própria história.



www.espacogriot.blogspot.com


Disponível em: http://www.rets.org.br/?q=node/178

Inclusão Digital e a história

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10 dicas e 13 motivos para usar celular na aula

 Abaixo segue algumas dicas e motivos para utilizar o celular na sala de aula de acordo com a UNESCO:

"Apesar de ainda haver alguma resistência aqui ou ali, os governos de todo o mundo estão cada vez mais atentos sobre a necessidade de se colocar as tecnologias móveis, como celulares e tablets, a serviço da educação. Mas como só vontade não garante bons resultados, a Unesco publicou um guia com 10 recomendações políticas em que tenta ajudar governos a implantarem esses recursos nas salas de aula. E aos que ainda não estão 100% convencidos dos benefícios de um uso integrado da tecnologia com os objetivos pedagógicos, o guia, apresentado em Paris na semana passada durante a Mobile Learning Week, traz ainda 13 bons motivos para ter esse aliado na educação.

“Cada país está em um nível diferente no uso das tecnologias móveis em sala de aula. Por isso, é importante que cada um use o guia adaptado às suas necessidades locais”, diz Steve Vosloo, coordenador do projeto. O especialista conta que a ideia de lançar essas recomendações surgiu a partir da constatação de que, mesmo considerando o uso das tecnologias em sala de aula algo pedagogicamente importante, muitos governos não sabiam por onde começar. A questão do acesso já havia sido mais ou menos resolvida; o problema agora era dar significado a esse uso. Especialistas da Unesco espalhados pelo mundo começaram a elaborar um guia com orientações que servissem a qualquer governo, independentemente do grau de maturidade que o país estivesse nesse debate."

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Plano de aula inclusão

Plano de aula
"Ano: 3º ano do Ensino Fundamental Aula: 5 aulas
Conteúdo: Inclusão, Diversidade e Identidade na Sala de aulaObjetivos· levar as crianças a compreender que seus colegas de classe, com ou sem deficiência, tem habilidades e dificuldades;
· desfazer preconceitos em relação às crianças com Síndrome de Down, mostrando que elas fazem atividades semelhantes às outras crianças no seu dia-a-dia e vivenciam as mesmas situações cotidianas que as demais;
· conhecer mais os colegas de classe para aprender a ser e a conviver de forma inclusiva, reconhecendo que cada pessoa tem sua própria identidade, o que não significa ser “nem pior, nem melhor”.

Materiais: livro “Meu amigo Down na escola”, sulfite, lápis colorido, giz de cera, canetinha, fotos dos alunos, computador com scanner e impressora, cartolinas ou papel pardo, nome completo e data de nascimento dos alunos, cola, tesoura sem ponta, lápis etc.Metodologia
Esta aula deve ser realizada no começo do ano letivo, quando a turma está ansiosa para se conhecer e torna-se necessário levar os alunos a refletir sobre a temática da inclusão e diversidade na escola ou na própria sala de aula. O primeiro passo é apresentar o livro “Meu amigo Down na escola”, de Claudia Werneck e lê-lo para as crianças numa roda de conversa. Com certeza, surgirão muitas perguntas sobre o que é Síndrome de Down, cabendo ao professor mediar as discussões e mostrar que, como na história, crianças com essa síndrome tem um modo de vida semelhante às demais, muitas vezes tendo os mesmos gostos, interesses e dificuldades que seus colegas. No decorrer da história, as crianças vão percebendo que cada pessoa também apresenta uma singularidade que a torna um ser diferente dos demais, com uma identidade própria e vão desfazendo preconceitos, ao aprender a interagir e a valorizar as diferenças, sem estereótipos.
Em seguida, o professor pode sortear duplas e pedir que as crianças sorteadas entrevistem uma a outra para se conhecerem melhor. Com isso, o professor já trabalha o gênero entrevista e faz uma sondagem sobre a escrita dos alunos. As crianças podem ser orientadas a escrever um roteiro, perguntando para seu par o nome completo, a idade, o que o colega mais gosta de fazer, o que detesta, se tem irmãos, como é sua vida, qual sua maior habilidade, dificuldade, atividades favoritas etc. Crianças com deficiência intelectual ou Síndrome de Down poderão contar com a ajuda do colega na hora do registro escrito das respostas, já que estarão em duplas. Feita a entrevista, todas devem elaborar uma ilustração sobre as habilidades do colega entrevistado ou sobre o que este mais gosta de fazer, de acordo com as respostas obtidas. Concluída essa etapa, cada aluno deve apresentar o que “descobriu” do colega para a classe e mostrar o desenho que o representa. Isso promove o desenvolvimento da oralidade.
Posteriormente, o professor solicita aos alunos que tragam uma foto sua para a sala, a fim de montar o painel da turma, com o nome completo de cada um, sua foto, data de nascimento e o desenho feito pelo colega, que revela personalidade das crianças e a diversidade existente entre elas. Esse painel deve ser confeccionado com a ajuda de todos e torna-se um meio para que alunos com deficiência intelectual se apropriem da escrita de seu nome e associem mais rapidamente, no caso dos colegas de classe, o nome à pessoa, além de se propiciar que a turma comece a se conhecer melhor, percebendo que as crianças, com ou sem deficiência, tem gostos, interesses e modos de vida parecidos.
Para tornar a atividade ainda mais interessante, o professor pode elaborar um jogo da memória, que ajuda no desenvolvimento cognitivo de crianças com ou sem deficiência intelectual, em que os pares serão formados pela foto da criança e o desenho feito pelo amigo, após escaneado no computador e impresso. Por isso, todos precisam prestar atenção no momento da exposição dos trabalhos, para saber qual desenho identifica quem. Assim, logos todos poderão se tornar amigos, vivenciando uma educação inclusiva, que reconhece as habilidades de cada um e cria vínculos afetivos. Se o jogo da memória for feito, o painel poderá ser confeccionado depois, pois senão o jogo ficará muito fácil, haja vista que, desse modo, os alunos não terão que se engajar numa atividade de lembrança voluntária. O painel deverá ser permanente na sala para recados, trabalhos dos alunos, aniversário etc.

Avaliação

Esta se dará ao longo das atividades, assumindo um caráter contínuo, diagnóstico e formativo nos momentos da elaboração e registro da entrevista, da apresentação oral das crianças, dos desenhos e mesmo do jogo da memória. Com essas aulas, o professor começa a conhecer sua turma e delinear suas intervenções futuras, fomentando atitudes inclusivas na sala.

Referência

WERNECK, Claudia. Meu amigo Down na escola. 6.ed. Rio de Janeiro, WVA, 2004. (Meu amigo Down, 3)."
Fonte Disponível em <http://ideiasepesquisas.blogspot.com.br-inclusao.>  Acesso em 06/09/2014.

Videoaula - Inclusão e Diversidade Cultural na Educação Profissional e Tecnológica