Para Carlos Alberto Reis de Paula, discriminação é 'uma questão cultural'.
Primeiro negro eleito para presidir o Tribunal
Superior do Trabalho (TST), o ministro Carlos Alberto Reis de Paula
qualifica a sociedade brasileira como "racista e
discriminatória". "É racista, discriminatória e usa de
discriminação por um motivo muito simples: uma questão cultural".

O
ministro Carlos Alberto Reis de Paula, durante entrevista ao G1 em
seu gabinete no TST (Foto: Fabiano Costa / G1)
Aos 68 anos – ele completa 69 anos em 26 de
fevereiro –, o magistrado eleito por unanimidade para a presidência
do TST revela que já foi alvo de racismo ao longo da vida, mas nunca
foi discriminado no Judiciário. "Isso acontece, isso é o
Brasil", disse. O ministro se diz um defensor das políticas de
cotas para o ingresso de negros nas universidades federais. Ele, no
entanto, ressalta que é contra a implantação do sistema para o
acesso ao serviço público. "O problema de cota não pode ser
uma esmola. Cota é uma questão de justiça social", avalia. Mestre e doutor em direito constitucional pela Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG), ele ingressou a magistratura, em 1979,
como juiz do trabalho da 3ª Região (MG). Atualmente, concilia as atribuições no tribunal trabalhista com o
mandato de conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O
ministro, porém, diz que deixará a vaga no CNJ assim que assumir a
presidência do TST.
Para ler os principais trechos da entrevista acesse:
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